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Como criar critérios objetivos e mensuráveis antes de iniciar entrevistas

Contratando com Sabedoria: Como Definir Critérios Objetivos e Mensuráveis Antes das Entrevistas

Olá, comunidade "Vagas no Bairro"! Sejam muito bem-vindos ao nosso espaço dedicado ao mundo do trabalho, onde conectamos talentos a oportunidades incríveis bem pertinho de você. Se você é um profissional de Recursos Humanos, um empresário procurando os melhores talentos para sua equipe local, ou mesmo um candidato querendo entender melhor como funciona um processo seletivo justo, este post é para você.

Hoje, vamos mergulhar em um tema crucial para qualquer processo de contratação bem-sucedido: a arte de criar critérios objetivos e mensuráveis antes mesmo de iniciar as entrevistas. Sabemos que encontrar a pessoa certa para uma vaga é um desafio, especialmente quando se busca alguém que se encaixe não apenas nas habilidades técnicas, mas também na cultura da empresa e na dinâmica do bairro. A boa notícia é que com as estratégias certas, podemos transformar essa busca em um processo muito mais eficiente, justo e com resultados duradouros.

Muitas vezes, a fase da entrevista é vista como o momento em que "sentimos" o candidato, baseando-nos em impressões, simpatia ou na fluidez da conversa. Embora a intuição tenha seu lugar, confiar apenas nela pode levar a contratações equivocadas, aumentando a rotatividade e gerando custos desnecessários. É aqui que entram os critérios claros e bem definidos: eles são a bússola que guia todos os envolvidos no processo, garantindo que a decisão final seja baseada em fatos e competências, e não em percepções subjetivas.

Preparados para aprimorar seus processos seletivos e encontrar os talentos que realmente farão a diferença na sua vizinhança? Vamos lá!

Por Que Critérios Objetivos São um Game Changer na Contratação

Imagine que você está procurando um novo colaborador para a sua padaria no centro do bairro ou para a sua agência de marketing digital que atende clientes locais. Sem critérios claros, como você decidirá entre dois excelentes candidatos? A resposta muitas vezes reside em uma estruturação prévia. A definição de critérios objetivos e mensuráveis traz uma série de benefícios que impactam positivamente tanto a empresa quanto os candidatos.

Para a Empresa: Aprimoramento e Eficiência

  • Contratações Mais Acertadas: Ao saber exatamente o que você busca, as chances de encontrar o profissional ideal para a função aumentam exponencialmente. Isso significa menos tempo e dinheiro gastos em treinamentos desnecessários ou, pior, em novas contratações devido a escolhas erradas.
  • Redução da Rotatividade: Profissionais contratados com base em um alinhamento claro de expectativas e competências tendem a permanecer mais tempo na empresa. Eles se sentem mais valorizados e engajados, pois sabem que suas habilidades são as que a organização realmente precisa.
  • Aumento da Produtividade e Qualidade: Um colaborador que se encaixa perfeitamente na vaga é um colaborador mais produtivo e que entrega resultados de maior qualidade desde o início.
  • Padronização e Justiça do Processo: Critérios claros garantem que todos os candidatos sejam avaliados da mesma forma, eliminando vieses e favoritismos inconscientes. Isso é fundamental para a imagem da empresa como um empregador justo e transparente, atraindo ainda mais talentos.
  • Economia de Tempo e Recursos: Com um direcionamento claro, as entrevistas se tornam mais focadas e eficazes. Não há desperdício de tempo com perguntas irrelevantes ou discussões sobre qual candidato "foi mais simpático".
  • Conformidade Legal: Processos seletivos justos e baseados em critérios objetivos ajudam a evitar problemas legais relacionados à discriminação.

Para o Candidato: Clareza e Experiência Positiva

  • Justiça e Transparência: Candidatos percebem quando um processo é justo e bem estruturado. Eles se sentem valorizados por serem avaliados por suas habilidades e experiência, e não por fatores subjetivos.
  • Expectativas Claras: Ao entender os critérios, o candidato pode se preparar melhor e apresentar suas qualificações de forma mais assertiva, sabendo o que a empresa realmente procura.
  • Feedback Construtivo: Mesmo que não sejam selecionados, um processo baseado em critérios objetivos permite que a empresa ofereça um feedback mais útil e construtivo, o que é um diferencial positivo na experiência do candidato.

Em um mercado de trabalho competitivo como o que vivenciamos em nossos bairros, aprimorar a forma como recrutamos é vital para o sucesso a longo prazo.

Os Pilares Essenciais para Definir Critérios Objetivos

Para construir critérios sólidos, precisamos analisar a vaga sob diversas perspectivas. Não basta apenas listar o que o candidato "precisa fazer", mas também "como ele precisa ser" e "como ele se encaixa" na equipe e na cultura local.

1. Análise Profunda da Descrição da Vaga

Este é o ponto de partida. Antes de qualquer coisa, revise ou crie uma descrição de vaga detalhada e realista. Converse com o gestor da área, com a equipe, e entenda a fundo:

  • Quais são as responsabilidades diárias? (Ex: Atender clientes no balcão, gerenciar redes sociais, desenvolver relatórios financeiros).
  • Quais são os principais desafios da função? (Ex: Lidar com picos de demanda, resolver problemas técnicos complexos, trabalhar sob pressão).
  • Como é o ambiente de trabalho? (Ex: Equipe pequena e colaborativa, ritmo acelerado, atendimento direto ao público).
  • Qual é o impacto dessa função no negócio? (Ex: Aumentar as vendas, melhorar a satisfação do cliente, otimizar processos internos).

A partir dessa análise, você começa a identificar as competências fundamentais.

2. Competências Técnicas (Hard Skills): O Que o Candidato Precisa Saber Fazer

As hard skills são as habilidades mensuráveis e ensináveis, geralmente adquiridas por meio de educação formal, treinamentos ou experiência. Elas são a base para a execução das tarefas diárias.

  • Como Definir:
    • Liste todas as ferramentas, softwares, idiomas, métodos ou conhecimentos específicos que são indispensáveis para a função.
    • Seja específico quanto ao nível de proficiência. Não basta "conhecimento em Excel", mas sim "Excel avançado, incluindo tabelas dinâmicas e fórmulas complexas".
    • Pense em certificações ou licenças necessárias para a função (Ex: CNH, certificação em alguma ferramenta específica, licença de manipulador de alimentos).
  • Como Medir:
    • Testes Práticos: Simulações de tarefas do dia a dia (Ex: Teste de programação, redação, design, digitação).
    • Análise de Portfólio/Projetos: Peça exemplos de trabalhos anteriores (Ex: Projetos de marketing, artigos publicados, códigos desenvolvidos).
    • Perguntas Técnicas Diretas: "Explique como você faria X", "Qual a sua experiência com Y ferramenta?".
    • Verificação de Referências: Perguntar a antigos gestores sobre a performance técnica.

Exemplos:

  • Proficiência avançada em pacote Adobe (Photoshop, Illustrator, InDesign).
  • Experiência comprovada em linguagens de programação Python e SQL.
  • Fluência em inglês para conversação e escrita.
  • Conhecimento em gestão de estoque para varejo.

3. Competências Comportamentais (Soft Skills): Como o Candidato Age e Interage

As soft skills são mais difíceis de quantificar, mas são cruciais para o sucesso em qualquer ambiente de trabalho. Elas se referem à forma como o profissional interage, se comunica, resolve problemas e lida com desafios. Em empresas de bairro, onde o senso de comunidade e o contato direto são fortes, essas habilidades são ainda mais valorizadas.

  • Como Definir:
    • Pense nas características de personalidade e nos comportamentos que levam ao sucesso na vaga e na cultura da sua empresa.
    • Considere a dinâmica da equipe: A vaga exige muita colaboração? Liderança? Autonomia?
    • Liste os valores da empresa: Se o respeito e a proatividade são valores centrais, busque por esses comportamentos.
  • Como Medir:
    • Perguntas Comportamentais Estruturadas (Método STAR): Peça ao candidato para descrever situações passadas, as tarefas envolvidas, as ações que ele tomou e os resultados alcançados. Isso oferece evidências de comportamentos reais.
    • Role-playing (Simulações): Para funções de atendimento ao cliente ou vendas, simulações podem ser muito reveladoras.
    • Dinâmicas de Grupo: Observe como o candidato interage, colabora, se posiciona em grupo.
    • Observação durante a entrevista: Avalie a comunicação não verbal, a escuta ativa, a capacidade de argumentação.

Exemplos:

  • Colaboração: Habilidade de trabalhar bem em equipe, compartilhando ideias e responsabilidades.
  • Comunicação Efetiva: Capacidade de expressar ideias de forma clara, tanto oralmente quanto por escrito, e de ouvir ativamente.
  • Proatividade: Iniciativa para identificar problemas e propor soluções, antecipando-se às necessidades.
  • Resolução de Problemas: Aptidão para analisar situações complexas e encontrar soluções eficazes.
  • Flexibilidade e Adaptabilidade: Capacidade de se ajustar a novas situações, mudanças de prioridade e diferentes perfis de clientes (especialmente relevante para o comércio local).

4. Experiência Profissional: Relevância e Profundidade

A experiência não é apenas o tempo de trabalho, mas a qualidade e a relevância das vivências anteriores do candidato.

  • Como Definir:
    • Qual o tempo mínimo de experiência na área ou em funções similares?
    • Que tipo de empresas ou setores são mais relevantes? (Ex: Experiência em pequenos negócios do bairro pode ser um diferencial para uma vaga local).
    • Quais foram as principais responsabilidades ou conquistas em empregos anteriores?
    • A experiência em liderança é necessária? Quantas pessoas liderou?
  • Como Medir:
    • Análise de Currículo e LinkedIn: Verifique a trajetória, as empresas, os cargos e as descrições de responsabilidades.
    • Perguntas sobre Trajetória: Peça ao candidato para detalhar suas experiências, desafios e aprendizados.
    • Verificação de Referências: Confirme as informações com ex-supervisores.

Exemplos:

  • Mínimo de 3 anos de experiência em vendas no varejo, preferencialmente no setor de alimentos.
  • Histórico comprovado de gestão de projetos, com pelo menos 2 projetos concluídos com sucesso.
  • Experiência em startups ou empresas com cultura ágil.

5. Educação e Formação: Requisitos Mínimos e Diferenciais

Embora nem toda vaga exija um diploma universitário, a formação acadêmica e os cursos complementares podem ser importantes.

  • Como Definir:
    • Qual o nível de escolaridade mínimo exigido? (Ensino médio completo, técnico, superior).
    • Existem cursos específicos, certificações ou licenças que são obrigatórias ou um grande diferencial?
    • A formação em alguma área específica é fundamental? (Ex: Marketing, Contabilidade, TI).
  • Como Medir:
    • Análise de Currículo e Diplomas: Verificar as instituições, datas e cursos.
    • Perguntas sobre Conhecimento Específico: Para avaliar o domínio de conceitos aprendidos.

Exemplos:

  • Ensino Superior completo em Administração, Marketing ou áreas correlatas.
  • Curso técnico em Eletrônica ou Mecânica.
  • Certificação em Google Ads ou Meta Blueprint.

6. Adequação Cultural (Fit Cultural): Alinhamento com Valores e Ambiente

O famoso "fit cultural" não é sobre contratar alguém que seja "igual a você", mas sim alguém cujos valores e modo de trabalho estejam alinhados com a missão, visão e valores da empresa, bem como com a dinâmica da equipe e da comunidade local. É um critério delicado, pois pode facilmente cair na subjetividade.

  • Como Definir:
    • Quais são os valores inegociáveis da sua empresa? (Ex: Integridade, inovação, atendimento ao cliente, colaboração, respeito à diversidade).
    • Como é a cultura de trabalho? (Ex: Formal, informal, meritocrática, horizontal, com foco em resultados, flexível).
    • Como é a interação com a comunidade local? (Em muitos negócios de bairro, a relação com os vizinhos e clientes é crucial).
  • Como Medir (Com Cautela!):
    • Perguntas Comportamentais: Foque em situações onde os valores da empresa seriam testados. "Conte-me sobre uma vez em que você teve que lidar com uma decisão ética difícil."
    • Observação em Dinâmicas de Grupo: Veja como o candidato lida com o trabalho em equipe, com a pressão e com diferentes personalidades.
    • Conversas com a Equipe: Permita que o candidato interaja com futuros colegas (em uma fase mais avançada do processo) para que ambas as partes avaliem o alinhamento.

Exemplo:

  • Alinhamento com a cultura de inovação e busca por soluções criativas.
  • Demonstrar empatia e forte orientação para o cliente, valorizando a comunidade.
  • Capacidade de trabalhar em um ambiente colaborativo e dinâmico.

Como Transformar Critérios em Algo Mensurável: A Essência da Objetividade

Definir os pilares é o primeiro passo. O grande desafio é transformar essas definições em algo que possa ser avaliado de forma consistente e justa por todos os entrevistadores.

1. Escalas de Avaliação

As escalas de avaliação são ferramentas simples, mas poderosas, para padronizar a análise.

  • Escalas Numéricas (1 a 5 ou 1 a 10): Ideais para hard skills ou experiência, onde é mais fácil quantificar.
    • Exemplo para "Proficiência em Excel":
      • 1: Não possui conhecimento.
      • 2: Conhecimento básico (abrir, salvar, formatar).
      • 3: Conhecimento intermediário (fórmulas simples, gráficos).
      • 4: Conhecimento avançado (tabelas dinâmicas, PROCV, macros básicas).
      • 5: Expert (automação, modelagem financeira complexa).
  • Escalas Qualitativas com Descritores: Mais adequadas para soft skills, onde a avaliação é mais subjetiva, mas os descritores ajudam a objetivar.
    • Exemplo para "Comunicação Efetiva":
      • Insuficiente: Dificuldade em se expressar, não escuta.
      • Básico: Comunica-se, mas com pouca clareza ou impacto.
      • Satisfatório: Comunica-se de forma clara na maioria das situações.
      • Bom: Comunica-se de forma clara e persuasiva, ouve ativamente.
      • Excelente: Comunicação impecável, inspira e engaja os outros.

2. Rubricas de Avaliação Detalhadas

As rubricas levam as escalas um passo adiante, fornecendo descrições detalhadas para cada nível de performance em cada critério. Isso minimiza a interpretação pessoal e garante que todos os avaliadores estejam na mesma página.

Exemplo de Rubrica para o critério "Resolução de Problemas":

Nível Descrição Detalhada
1 – Iniciante Apresenta dificuldade em identificar a raiz de problemas; busca pouca ajuda ou não propõe soluções.
2 – Básico Identifica problemas óbvios; propõe soluções simples que nem sempre são eficazes; precisa de supervisão constante.
3 – Intermediário Identifica problemas e suas causas; propõe soluções adequadas para a maioria dos casos; busca ajuda quando necessário.
4 – Avançado Antecipa problemas; analisa situações complexas e propõe soluções criativas e eficazes; age com autonomia na resolução.
5 – Especialista Transforma problemas em oportunidades; desenvolve estratégias inovadoras para prevenção e resolução; mentor para a equipe.

3. Perguntas Estruturadas e Comportamentais

A forma como você pergunta influencia diretamente a qualidade da resposta.

  • Perguntas Comportamentais (Método STAR): Em vez de "Você é proativo?", pergunte: "Conte-me sobre uma situação em que você identificou um problema e tomou a iniciativa para resolvê-lo. Qual foi a situação, qual era sua tarefa, que ações você tomou e qual foi o resultado?".
  • Perguntas Situacionais: "Se um cliente entrasse em sua loja muito irritado com um produto, como você agiria?". (Use com cautela, pois as respostas podem ser idealizadas. As comportamentais são mais fortes, pois se baseiam em fatos).
  • Evite Perguntas Fechadas (Sim/Não): Incentive respostas detalhadas.
  • Tenha um Roteiro: Para cada critério, pré-defina as perguntas que serão feitas a todos os candidatos.

4. Testes Práticos e Desafios Relevantes

Para hard skills, nada supera a observação da pessoa em ação.

  • Simulação de Tarefas: Crie um pequeno projeto ou uma tarefa que replique o dia a dia da vaga.
    • Ex: Para um designer, um breve desafio de criação. Para um redator, um texto com tema específico. Para um desenvolvedor, um pequeno trecho de código.
  • Estudos de Caso: Apresente um cenário real (anonimizado) da empresa e peça ao candidato para analisar e propor soluções.
  • Atenção: Os testes devem ser relevantes, ter um tempo razoável e a correção deve seguir uma rubrica clara para evitar subjetividade.

5. Análise de Portfólio/Projetos Anteriores

Para funções que envolvem criação, gestão ou execução de projetos, o portfólio é um excelente avaliador.

  • Peça o portfólio com antecedência.
  • Tenha critérios claros para avaliação: O que você procura em termos de qualidade, complexidade, resultados?
  • Durante a entrevista, peça para o candidato apresentar e explicar um projeto: "Escolha um projeto do seu portfólio que você mais se orgulha e explique o processo, os desafios e os resultados."

6. Verificação de Referências Estruturada

Não se limite a perguntar "o candidato é bom?". Tenha perguntas específicas sobre os critérios que você definiu.

  • "Como o candidato demonstrava (critério X, como 'Colaboração') no dia a dia?"
  • "Pode me dar um exemplo de uma situação em que ele aplicou (hard skill Y)?"
  • "Quais pontos o candidato poderia aprimorar na área de (soft skill Z)?"

O Passo a Passo para Criar Seus Critérios Imbatíveis

Agora que entendemos os fundamentos, vamos à prática! Siga este guia para criar critérios objetivos para a sua próxima vaga.

Passo 1: Entenda a Vaga em Profundidade e o Contexto Local

  • Reúna-se com o Gestor da Área: Discutam as necessidades da equipe, os desafios da função, as metas e os resultados esperados. Entenda o "porquê" por trás da vaga.
  • Converse com a Equipe (se possível): Eles podem oferecer percepções valiosas sobre o perfil ideal e o que faz a diferença no dia a dia.
  • Pense no Bairro: A vaga tem interação com a comunidade? Exige um conhecimento específico da região? O perfil do cliente local influencia as habilidades necessárias?

Passo 2: Liste as Habilidades e Experiências Essenciais (Obrigatórias vs. Desejáveis)

  • Crie duas listas:
    • "Ter que ter": O que é absolutamente indispensável para a pessoa conseguir performar na função desde o primeiro dia. Sem isso, o candidato não avança.
    • "Bom ter": O que seria um diferencial, algo que agregaria valor, mas não é impeditivo.
  • Seja o mais específico possível.

Passo 3: Defina Níveis de Proficiência ou Experiência para Cada Critério

  • Para cada item das suas listas, estabeleça o nível mínimo aceitável e o nível ideal.
  • Use as escalas numéricas ou qualitativas que discutimos.
  • Ex: Não apenas "inglês", mas "Inglês avançado para negociações com fornecedores". Não apenas "experiência em vendas", mas "3 anos de experiência em vendas B2B, com comprovada capacidade de atingir metas".

Passo 4: Crie Perguntas-Chave e Testes para Cada Critério

  • Para cada hard skill, pense em um teste prático ou uma pergunta técnica.
  • Para cada soft skill, elabore 2-3 perguntas comportamentais (Método STAR).
  • Para a adequação cultural, crie perguntas que revelem os valores do candidato.
  • Desenvolva um pequeno "case" ou desafio se for aplicável.

Passo 5: Elabore uma Matriz de Avaliação (Scorecard)

  • Crie uma tabela com todos os critérios definidos.
  • Atribua um peso a cada critério. Nem todas as habilidades têm a mesma importância. Por exemplo, para um vendedor, "Orientação para Resultados" pode ter um peso maior que "Conhecimento de Ferramentas de Design".
  • Inclua os níveis da sua escala de avaliação para cada critério.
  • Deixe espaço para anotações detalhadas dos entrevistadores.

Exemplo Simples de Matriz de Avaliação:

Critério (Peso) Nível 1 Nível 2 Nível 3 Nível 4 Nível 5 Observações
Experiência em Vendas (30%)
Comunicação Efetiva (20%)
Resolução de Problemas (15%)
Proficiência em CRM (20%)
Proatividade (15%)
TOTAL

Passo 6: Teste e Ajuste o Processo

  • Faça um piloto! Aplique a matriz em um ou dois candidatos e veja se ela funciona.
  • Peça feedback aos gestores e outros entrevistadores. Os critérios são claros? As perguntas são eficazes? A pontuação é fácil de aplicar?
  • Esteja aberto a ajustes. O aprimoramento contínuo é chave.

Passo 7: Treine os Entrevistadores

  • É fundamental que todos os envolvidos no processo seletivo compreendam os critérios, saibam como aplicar as perguntas e utilizem a matriz de avaliação de forma consistente.
  • Realize sessões de treinamento para padronizar a abordagem. Isso reduz drasticamente o viés e aumenta a precisão.

Ferramentas e Recursos para Aprimoramento Constante

O mundo do recrutamento está em constante evolução. Utilizar as ferramentas certas pode simplificar e aprimorar seus processos.

  • Sistemas de Rastreamento de Candidatos (ATS – Applicant Tracking Systems): Plataformas que ajudam a gerenciar currículos, etapas do processo e, muitas vezes, permitem a integração de scorecards e avaliações. Para empresas locais, existem opções mais acessíveis e até gratuitas.
  • Modelos Online de Rubricas e Matrizes: Muitos recursos gratuitos estão disponíveis na internet para você adaptar à sua realidade.
  • Cursos e Workshops sobre Entrevista por Competências: Invista na formação da sua equipe de RH e dos gestores para que eles se tornem especialistas em identificar talentos.
  • Benchmarking com Outras Empresas Locais: Troque experiências com outros empresários do bairro. Como eles contratam? O que funciona para eles?

Desafios Comuns e Como Superá-los no Processo Seletivo

Mesmo com toda a preparação, alguns obstáculos podem surgir. Saber como lidar com eles é crucial.

  • Viés Inconsciente: Todos nós temos preconceitos, mesmo sem perceber. A padronização dos critérios, o treinamento de entrevistadores, a avaliação cega de currículos (removendo nome, foto, idade) e a participação de múltiplos avaliadores ajudam a mitigar esse problema.
  • Falta de Tempo: "Não tenho tempo para criar tudo isso!" Este é um lamento comum. No entanto, o tempo investido na fase de planejamento é um investimento que gera retorno em dobro ao evitar contratações ruins, que consomem muito mais tempo e recursos a longo prazo.
  • Resistência à Mudança: Novos processos podem encontrar resistência, especialmente se as pessoas estiverem acostumadas a um método menos estruturado. Mostre os benefícios claros da nova abordagem: menos rotatividade, equipes mais fortes, menos retrabalho. Celebre os sucessos!
  • Manter a Humanidade do Processo: Critérios objetivos não significam que o processo deva ser robótico ou frio. Pelo contrário! Ao ter clareza sobre o que buscar, você se liberta para focar na interação humana genuína, ouvindo as histórias dos candidatos, entendendo suas motivações e construindo um relacionamento positivo, mesmo que a pessoa não seja selecionada.

A Importância da Comunicação Transparente com a Comunidade

No "Vagas no Bairro", sabemos que a comunicação é a chave para tudo. Um processo seletivo com critérios objetivos permite uma comunicação muito mais transparente.

  • Para o Candidato: Ao entender que a avaliação é justa e baseada em competências claras, o candidato se sente mais respeitado. Além disso, a empresa consegue oferecer um feedback mais claro sobre os pontos fortes e os pontos de aprimoramento, mesmo que não seja possível detalhar para todos os participantes.
  • Para a Empresa: Transparência no processo seletivo fortalece a imagem da empresa como um bom lugar para trabalhar (employer branding), atraindo ainda mais talentos para futuras vagas, especialmente em nossa comunidade local.

Conectando Candidatos e Empresas Locais com Processos Mais Eficazes

O objetivo final de "Vagas no Bairro" é criar pontes sólidas entre a comunidade e as oportunidades de emprego. Quando empresas locais adotam processos seletivos com critérios objetivos e mensuráveis, todos ganham. Os candidatos encontram vagas onde realmente podem prosperar, e os negócios locais fortalecem suas equipes com profissionais que fazem a diferença, impulsionando a economia do bairro.

Ao investir na definição de critérios, você não está apenas contratando para uma vaga; você está construindo uma equipe sólida, promovendo a justiça e contribuindo para o crescimento e a prosperidade da sua comunidade.

Conclusão: Invista no Processo, Colha os Melhores Talentos

Chegamos ao fim da nossa jornada sobre como criar critérios objetivos e mensuráveis antes das entrevistas. Esperamos que este guia detalhado ajude você, seja você um RH, um empresário ou um profissional buscando se destacar, a aprimorar a forma como talentos são identificados e integrados. Lembre-se: um processo de contratação bem estruturado é a base para uma equipe de sucesso e, consequentemente, para o sucesso do seu negócio no bairro.

Comece hoje mesmo a aplicar essas estratégias. Sua empresa e seus futuros colaboradores agradecerão! E não se esqueça: o "Vagas no Bairro" está sempre aqui para conectar os melhores talentos às melhores oportunidades pertinho de você.

Até a próxima!